Vale do Açôr - Peniche | 5 e 6 de Junho

Mais um desafio "cumprido" e "comprido"!
Foram cerca de 220km que os Bikeonelas fizeram a pedalar desde Vale do Açôr até Peniche.
Saída de Vale do Açôr, passando por Condeixa, Soure, Carriço, Praia do Pedrogão, Praia da Vieira, Praia de S. Pedro de Muel, Praia das Paredes da Victória, Praia da Nazaré onde dormimos e jantámos. No domingo retomámos o percurso. Saímos da Praia da Nazaré, Praia de Foz do Arelho onde almoçámos uma bela de uma Caldeirad, Praia de S. Martinho do Porto, Praia do Baleal, Cabo Carvoeiro, Forte de Peniche.
Foi sem dúvida um fim de semana bem passado junto de amigos e de familiares a fazer uma coisa que gostamos, a pedalar.








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Venha o próximo evento!


Mais um ano, mais uma Rota da Chanfana que contou com cerca de 250 Betetistas e 75 caminheiros vindos de vários pontos do país.

Aqui ficam as Classificações dos 5 primeiros:
Classificações do 30 KM
1º - 138 - Ivo Samuel Caniceiro Azenha - Bikesurfers/Farmatocha/Translucas - 1:35:24:670
2º - 102 - Tiago Fragão - Bikesurfers/Farmatocha/Translucas - 1:36:02:812
3º - 196 - João Clara - Mato ou Morro - 1:38:13:881
4º - 205 - João Miguel Almeida Mano - Galitos/Extrusal/Madeivouga/Volybox - 1:38:45:630
5º - 221 - Jorge Rodrigues - LMperfis/Ciclispezzotto - 1:45:43:942
Classificações dos 50 KM
1º - 127 - Rui Silva - Casa do Povo de Abrunheira - 2:29:33:172
2º - 183 - Luís Pires - Mais Corpo BTT Team - 2:31:50:937
3º - 188 - Ricardo Ramos - Fura Trilhos - 2:32:18:529
4º - 167 - Rodrigo Louro - Gatões BTT - 2:33:12:401
5º - 187 - Fernando Gouveia - Add Green - 2:34:55:022

Para além do passeio| Maratona de BTT, também organizámos um passeio pedestre para os acompanhantes e adeptos da modalidade.
Foram cerca de 75 participantes que testemunharam terem gostado muito.


A chanfana é um prato regional da Beira Litoral. É um dos pratos tradicionais mais famosos, cozinhada nos caçoilos de barro. O concelho de Miranda do Corvo é conhecido por ser a Capital da Chanfana que terá nascido em Semide. Em Miranda do Corvo existem dois pratos únicos derivados da chanfana: a Sopa de Casamento e o Negalho.



Segundo a lenda, a chanfana teria surgido no Mosteiro de Semide. Até finais do séc. XIX, todos os agricultores e rendeiros eram obrigados ao pagamento dos foros. Assim, o Mosteiro recebia dos moradores do seu couto os foros a que estavam obrigados. Galinhas, vinho, azeite, dias de trabalho, cabras e ovelhas, eram formas de pagamento. Durante o mês de Agosto e até ao dia de S. Mateus, as freiras de Semide recebiam as suas «rendas».
Muitos dos moradores, porque eram pastores, pagavam com cabras e ovelhas. Ora, como as freiras não tinham disponibilidade nem meios para manter tão grande rebanho, descobriram uma fórmula para cozinhar e conservar a respectiva carne, aproveitando o vinho que lhes era entregue pelos rendeiros, o louro que tinham na sua quinta, bem como os alhos e demais ingredientes. Surge, assim, a chanfana que era religiosamente guardada ao longo do ano nas caves frescas do mosteiro. A carne assada no vinho mantinha-se no molho gorduroso solidificado, durante largos meses.
Segundo outros, terá sido durante a terceira invasão francesa que as freiras inventaram esta fórmula gastronómica para evitar que os soldados franceses roubassem as cabras e as ovelhas da região. Finalmente, há quem diga que a receita da chanfana nada tem a ver com o Mosteiro de Semide, mas apenas com as invasões francesas. Diz-se, então, que, quando as tropas francesas andaram pela região da Lousã e de Miranda do Corvo, a população envenenou as águas para matar os franceses. Mas era preciso cozinhar a carne habitualmente consumida (de cabra e de carneiro) e, como a água estava envenenada, utilizou-se o vinho da região. A chanfana é um prato típico, não só no concelho de Miranda do Corvo como de praticamente toda a região centro. É muito apreciada e servida em bastantes restaurantes da zona. De salientar que constitui o prato «obrigatório» quando decorrem as festas religiosas anuais, nomeadamente na vila, pelo S. Sebastião.
Ingredientes: carne de cabra velha; vinho tinto; alho; colorau; pimenta; louro; sal.
Confecção: corta-se a carne aos bocados, que se colocam numa caçoila de barro. Tempera-se com sal, cabeças de alho inteiras, colorau, pimenta e louro. Cobre-se com vinho tinto. Vai ao forno de lenha, previamente aquecido. Durante o tempo em que a Chanfana está a assar, normalmente cerca de 4 horas, a boca do forno deve manter-se completamente vedada com barro. Geralmente, a Chanfana confecciona-se na véspera de ser consumida. Assim, deixa-se ficar no forno até à hora de ser servida. Nessa altura, o barro é picado para se abrir a porta do forno. Serve-se, geralmente, com batata cozida e grelos.”
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